Dilemas da dieta: investigando adoçantes após a cirurgia bariátrica

Se tem um tema que gera dúvidas, opiniões divergentes e até um certo medo, esse tema é: adoçantes.

Eles são aliados da saúde? Ou vilões disfarçados? Será que fazem mal a longo prazo? Causam dependência? São realmente melhores que o açúcar?

Essas perguntas ficaram ainda mais presentes na minha vida depois da cirurgia bariátrica, quando precisei retirar o açúcar da rotina. Passei pela sacarina, depois descobri que ela não era a melhor opção para mim, e hoje utilizo sucralose no café e eritritol em sucos e receitas.

E, como você que está lendo, também já li muitas coisas — algumas bem alarmistas, outras confusas.

Por isso, hoje quero conversar com você com calma, sem terrorismo nutricional e sem extremismos, sobre o que realmente sabemos até agora.

Adoçantes: Heróis ou Vilões da Dieta? O que a Ciência Diz (especialmente depois da bariátrica)
Como os adoçantes afetam sua saúde: informações para pacientes bariátricos

O que são adoçantes, afinal?

Os adoçantes são substâncias usadas para adoçar alimentos e bebidas substituindo o açúcar, geralmente com poucas ou nenhuma caloria e sem elevar (ou elevando muito pouco) a glicemia.

Eles podem ser divididos, de forma geral, em dois grupos:

  • Adoçantes naturais (como estévia, eritritol e xilitol)
  • Adoçantes artificiais (como sucralose, aspartame e sacarina)

Cada um possui características, benefícios e pontos de atenção — e é justamente por isso que generalizar pode ser perigoso.

Adoçantes não são “vilões absolutos”, mas também não são necessariamente “heróis” — tudo depende do contexto, da quantidade e do objetivo da pessoa. Existem os adoçantes artificais e os naturais. Natimus Life.
"Depois da bariátrica eu deixei de consumir açúcar e comecei a usar sacarina… até descobrir que ela não era ideal para mim. Hoje uso sucralose no café e eritritol em sucos e receitas, mas sei que existem muitos outros tipos — e que existe muita confusão sobre o que é saudável ou não." @natimuslife


Adoçantes são vilões ou heróis da dieta?

A resposta mais honesta é: depende do contexto.

Eles não são vilões absolutos, mas também não devem ser vistos como solução mágica. Quando usados com consciência, podem sim ser aliados importantes, especialmente em alguns cenários específicos.


Possíveis benefícios dos adoçantes

✔️ Ajudam a reduzir o consumo de açúcar
✔️ Não provocam picos de glicemia (na maioria dos casos)
✔️ Podem ser úteis para pessoas com diabetes ou resistência à insulina
✔️ Facilitam a adaptação alimentar após a bariátrica
✔️ Contribuem para a redução calórica quando substituem o açúcar
✔️ Não favorecem o desenvolvimento de cáries

Para muitas pessoas, eles funcionam como uma ponte entre o excesso de açúcar e uma alimentação mais equilibrada.


Mas… e os possíveis riscos?

Aqui entra o equilíbrio.

Alguns estudos sugerem que o consumo excessivo e contínuo, especialmente de adoçantes artificiais, pode:

  • Alterar a microbiota intestinal
  • Manter o paladar excessivamente condicionado ao sabor doce
  • Em alguns casos, interferir na percepção de fome e saciedade

Importante reforçar: os adoçantes aprovados pelos órgãos reguladores são considerados seguros dentro das quantidades recomendadas. O problema geralmente não é o uso, mas o excesso e a falta de consciência alimentar como um todo.


Adoçantes após a bariátrica: atenção redobrada

Após a cirurgia bariátrica, o organismo muda — e muito.
A digestão, a absorção e a resposta intestinal já não são as mesmas, por isso:

  • Alguns adoçantes podem causar desconforto gastrointestinal
  • Outros podem ser melhor tolerados, como o eritritol
  • A escolha ideal varia de pessoa para pessoa

👉 Por isso, observar o próprio corpo e, sempre que possível, contar com orientação nutricional faz toda a diferença.

Dilemas da dieta: investigando adoçantes após a cirurgia bariátrica
Adoçantes são substâncias que substituem o açúcar e têm baixo ou nenhum valor calórico.

Adoçantes causam dependência?

Eles não causam dependência química como o açúcar refinado, mas podem manter o cérebro acostumado ao sabor doce, dificultando o processo de reeducação do paladar.

É por isso que muitas pessoas sentem dificuldade em tomar café sem adoçar ou em apreciar sabores mais naturais.

A boa notícia? O paladar pode ser reeducado, aos poucos e com paciência 💚


Então… quais são os “melhores” adoçantes?

Não existe uma resposta única.

O melhor adoçante é aquele que:
✔️ Você tolera bem
✔️ Não causa desconfortos
✔️ Se encaixa na sua rotina
✔️ Não é consumido em excesso

E, principalmente, aquele que não substitui uma alimentação equilibrada, mas complementa escolhas mais conscientes.

👉 Nos próximos conteúdos aqui do Natimus Life, vou aprofundar separadamente:

- Adoçantes naturais: quais são, benefícios e cuidados
- Adoçantes artificiais: mitos, verdades e o que a ciência realmente mostra

Assim, você poderá escolher com mais clareza e segurança.


A verdade sobre os adoçantes: amigos ou inimigos? A perspectiva de um cientista sob o ponto de vista para bariátricos
Adoçantes: existem naturais e artificiais, e seus efeitos podem variar muito conforme o tipo.


Como começar a se libertar do açúcar (e até dos adoçantes)

Algumas dicas práticas:

  • Reduza aos poucos a quantidade de adoçante
  • Experimente sabores naturais dos alimentos
  • Priorize comida de verdade
  • Observe como seu corpo reage
  • Seja gentil consigo mesma durante o processo

Não é sobre perfeição. É sobre consciência 🌿


Conclusão

Os adoçantes não são monstros, mas também não são milagrosos.

Eles podem ser ferramentas úteis, especialmente em fases específicas da vida, como o pós-bariátrica — desde que usados com equilíbrio, informação e escuta do próprio corpo.

E como tudo na vida, o segredo está no meio do caminho 💚


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Beijo,

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